Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

Little rock n' roll queen

Um dos sentimentos humanos mais complicados de se descrever em palavras de modo a passar a sensação que você está sentindo para outra pessoa é aquele que nós gostamos de chamar de "amor" (que, apesar do nome curtinho, amigável e simpático, pode FODER da sua vida - pequeno e fatal, como um câncer). Eis o motivo pelo qual é complicado: é impossível fazê-lo. Simplesmente não dá. É como tentar descrever a sensação de um chute no saco para uma garota: dói PRA CARALHO. Como o inferno. E BEM MAIS do que isso. Mas não importa quantos palavrões e urros de dor você utilize, ela NUNCA vai entender de verdade como é uma dor nos bagos e sempre vai dizer que um parto dói bem mais. Uma criança saindo de você por um buraco cinco vezes menor, grandes merda. Tsc.

Ao longo da história da humanidade, incontáveis escritores e poetas tentaram desconstruir o amor em rimas, versos decassilábos e palavras bonitas complicadas. Desde a aurora do homem primata (capitalismo selvagem), quando o amor consistia em acertar a fêmea com um pedaço de pau e arrastá-la pelos cabelos até a caverna, aos dias de hoje, onde o amor tem por seus maiores representantes vampiros que se beijam, essa série de reações químicas e hormonais mexe com as nossas cabeças. Sorrimos, choramos, gostamos, odiamos; amamos. Alcançamos o céu sem tirar os pés do chão e temos a sensação de pequenas borboletas no estômago - o que, claro, não passa de eufemismos para algo que no final de tudo se resume a libido e genitálias.

Fato é que, tal qual a dor nas bolas pós-bicuda, é um sentimento impossível de se transmitir a uma pessoa out of the box. Até quando elas te acham fofo, elas te acham um imbecil - e, convenhamos, é a verdade. Por mais bonito e apaixonado que você fale, as pessoas de fora sempre vão te olhar por cima dos óculos e dar graças aos céus por não estarem na sua situação, assim como você dá graças aos céus por ESTAR naquela situação (e estamos falando de amores correspondidos, vejam bem). Os únicos que vão de fato te entender são os... igualmente apaixonados, claro. São dois grupos que nunca vão se entender, os apaixonados e os não. Os últimos por acharem os primeiros uns babacas; e os primeiros por acharem curiosamente a mesma coisa dos últimos.

Então assim estamos. Alguns vão gostar bastante deste post e, quem sabe, soltar alguns "oooown" ao longo dele. Mas a grande maioria vai achar mesmo uma enrolação mela-cueca do caralho porque, adivinhem!, eu estou apaixonado. kk.


Nunca dei muita sorte com garotas. Não no sentido Capanema da coisa - SOU BV AIMEUDEUS -, claro. Mas sim no sentido de que todo tipo de relacionamento em que eu já me meti foi diferente do anterior de alguma forma bizarra, por exemplo quando ela queria coisa de menos e eu queria coisa de mais. Ou quando outra queria coisa de mais e eu queria coisa de menos. Ou quando nenhum dos dois lados queria era porra nenhuma mesmo. Enfim. Mas agora eis que finalmente encontro a garota que, de uma forma que chega a ser até inacreditável encaixa PERFEITAMENTE comigo, com uma lista inteira de qualidades e que quer exatamente a mesma coisa que eu quero... e aí ela mora no Rio Grande do Sul. DO SUL.

Lembrando a vocês que eu estou ilhado em uma pequena porção de civilização (mas nem tão civilizada assim) cercada por todos os lados de floresta Amazônica chamada Belém do Pará. No norte deste Brasil varonil. Chega a ser irônico.

Mas então decidimos arriscar esse tal namoro a distância. Não vou negar pra vocês, amiguinhos, é FODA. A premissa básica do namoro é a troca constante de abraços, carícias e fluidos, além do bom e velho sexo gratuito sempre à disposição dos dois. Já o namoro a distância te priva de todos esses direitos do contrato firmado no exato momento em que ela responde "sim" ao seu "quer namorar comigo?" e vocês selam o acordo com um beijo. Não poder abraçar e beijar a sua garota todos os dias e tocá-la apenas através da tela do seu monitor é angustiante. Além das pessoas (até mesmo as próximas) que passam a insistir pra você todos os dias que namoro a distância não dá certo e que cê devia deixar de ser trouxa e ir logo pro bar com a galera, as estatísticas também se voltam contra você, uma vez que são RARÍSSIMOS os casos de namoro à distância que dão certo no final das contas. Como o Kid bem colocou, é como comprar um carro sem rodas: você tem o carro, ali, na sua garagem. Mas ainda tem que andar a pé até a padaria. Então, por que arriscar?

Porque eu não ligo. Haha.

É complicado, e eu não vou tentar me explicar aqui. Eu não vou dizer que sei o que eu tô fazendo, porque sinceramente EU NÃO SEI. Mas eu sei o que eu quero. E o quanto de vontade eu tenho de que dê certo, e não é pouco. Então, amiguinhos, quando eu faço como todo mundo que se mete nessa e digo "com a gente vai ser diferente, a gente vai fazer dar certo"... é porque vai, e nós vamos. Não consigo aceitar a ideia de ter que namorar apenas com pessoas da mesma cidade porque estão mais perto, sendo consequentemente mais fácil, e desistir da garota PERFEITA pra mim só porque existem alguns milhares de kilômetros entre nós dois. É burrice. É conformismo.

Mas o ponto deste post é que, uma vez que meu vestibular é dividido em três fases e ainda não fiz a terceira, não posso viajar nesse meio tempo pra Porto Alegre. Então, minha namorada, que já terminou o vestibular lá e é inacreditavelmente compreensiva, vem pra Belém City pra me encontrar. E, vocês sabem, como todo casal moderno que se conhece pela Internerd e se encontra pela primeira vez pessoalmente, sempre tem aqueles MEDOS. São alguns eles:

1 - Ela pode ser um cara.
Ok, esse medo já foi desmanchado na primeira vez que a vi na webcam. No começo era realmente surreal uma garota DAQUELE nível que eu via nas fotos mostrando algum tipo de interesse por mim, meu spider-sense dizia que na real era algum gordo preguento com fotos roubadas do Flickr de alguma garota que um belo dia acordou e resolveu vir me trollar. GRAÇAS A DEUS, a webcam me fez ir dormir mais tranquilo naquele dia.

2 - Ela pode ter sido um cara.
Ok, isso realmente já é mais complicadinho de saber, mas ela não é não, rsrsrs. Até porque, mesmo se fosse, seria o cara mais gostoso que eu já vi.

3 - Ela pode ser o CARDOSO.
Aí ela já teria me bloqueado. Nem é.

4 - Ela pode ter o dobro da minha altura.
Nah, ela é pequena. <3333

5 - Ela pode não gostar de mim versão ao vivo e voltar correndo imediatamente pra dentro do avião de volta pra Porto Alegre.
OPA, DISSO EU TÔ COM MEDO ATÉ AGORA.

Ok, vou parando logo por aqui, porque isto não é Gossip Girl e eu não sou a garota do blog, então chega de viadagens. Este é um post programado para ser postado exatamente às 16h00 do dia 2 de fevereiro de 2010, horário e data da chegada do voo dela, o que significa que neste exato momento que você lê este post eu provavelmente estou no aeroporto segurando uma placa gigante com o nome dela escrito e finalmente encontrando pessoalmente minha namorada. FIQUEM FELIZES POR MIM PELO MENOS UMA VEZ, SEUS INGRATOS. Hmpf.

Posso deixar o post mais brega ainda e terminar com um "eu te amo"? Cês deixam? Por favor? Não? Bah.

RAWR!, Jade. :)
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