Quarta-feira, Abril 29, 2009

Faz um S pra mim

Um dia, uma pessoa teve a genial ideia de promover a cultura do país através do incentivo das diversidades do Brasil.

Essa pessoa, meus amigos, é um grande FILHO DA PUTA. Provavelmente foi um daqueles malucos do Ministério da Cultura, BANDO DE VIADOS. Graças a eles que o Halloween virou, aqui no Brasil, o Dia do Saci. DIA DO SACI. Jesus, depois quando eu digo que esse país não tem mais jeito, eu que sou o antipatriota.

Mas então, graças a esse gênio que o governo tenta nos forçar a acreditar que algumas coisas que só existem em determinadas cidades são ótimas ideias por, ora vejam só, só existirem naquelas determinadas cidades. Pegando um exemplo daqui de Belém, temos o Ver-o-Peso, marca registrada de Mangueirópolis e que vocês provavelmente conhecem de algum cartão postal ou reportagem do Fantástico (afinal, elas SEMPRE MOSTRAM APENAS o Ver-o-Peso), mostrando todas aquelas ervas e fluidos bizarros pra trazer a mulher amada ou amansar corno vendidos em garrafas pet de 2 litros feitos por velhas índias ou caboclos paraenses (e tudo não passa de genitais de boto/pirarucu colocados na água, FALOMERMO).


Caras, o Ver-O-Peso FEDE PRA CARALHO. Sem brincadeiras, sem piadinhas: o Ver-O-Peso fede a bunda de peixe vomitada há três semanas atrás pelo mendigo maluco que anda pelado e passa a própria merda em todo o corpo todo dia de manhã. Ok, eu sei que peixe não tem bunda, mas, se tivesse, CHEIRARIA A VER-O-PESO.

Mas esse é apenas o Ver-o-Peso, e o tema dos post aqui é outro. Além do lugar mais fedido da galáxia, Belém também pariu outro filho canceroso, o qual ostenta com todo orgulho: o brega.

Se você acha que o Calypso é a pior coisa que Belém já deu ao resto do país, se engana feio. Vocês não sabem o quanto são abençoados por nunca sequer terem ouvido falar de uma aparelhagem de tecno brega. E o brega ao qual me refiro não é do tipo Reginaldo Rossi, que é um brega bem mais oldschool e... pop, por assim dizer. Brega é o estilo musical mais trash e com mais duplos sentidos de conotação sexual que o ser humano já pôde conceber em toda sua existência, e olha que estamos falando da raça que inventou o funk e o forró. Versos do tipo "e eu tirava, e ela metia; e eu metia, ela tirava" (que, na verdade, só falam que, quando o cantor estacionava o fusca na garagem da vizinha, ela o tirava logo em seguida; e vice-versa) ou "quem entra nesse carro é comida" (explicando o fato pelo qual o carro se chamava Marmita) e ainda "quem vai querer a minha periquita?" (aqui, se tratando mesmo de uma ave... Eu acho.) não são raros nesses verdadeiros exemplos de cultura paraense, que narram situações beirando o absurdo só pra poderem fazer trocadilhos sexuais.

E o pior é que o brega aqui toca em TODO lugar: em todas as caixas de som, em todas as rádios, tudo que se ouve é o maldito brega. E se alguém cantarola isso no seu lado no ônibus, quando você menos perceber, você TAMBÉM tá cantarolando. E até tirar essa aids do cérebro, leva um booom tempo.

O tecno brega já é algo mais modernoso. É o que acontece quando você pega uma música ruim, com letra ruim e vocal pior ainda, e deixa tudo mais eletrônico. Daí você toca isso no volume máximo de dezenas de caixas de som, adota um codinome de DJ (normalmente algum nome de pedreiro, tipo DJ Wellington ou DJ Edilmar), chama uma galera lá da Terra Firme (a favela da Rocinha de Belém do Pará), cobra por isso e serve, sei lá, espetinho de algum animal assado com farofa e cerveja quente pra todo mundo. E então, parabéns, você acaba de fazer montar uma festa de aparelhagem.

E elas não são poucas por aqui: Rubi, Superpop, Tupinambá...


Tupinambá: porque brega bom era aquele ANTES do Descobrimento.

... e Príncipe Negro, cada uma delas com suas respectivas músicas ressaltando a primeira letra do nome e símbolos pra se fazer com as mãos. Eu explico: por exemplo, a "música-tema" do Superpop é, vejam só, a que dá nome ao post, "faz um S pra mim". E toda vez que essa música toca, a cabocaiada faz um S com as mãos.

ALIÁS, vamos fazer uma desambiguação importante aqui:

Caboclo: Caboclo é o mestiço de branco com índio; caboco, mameluco, cariboca, curiboca. Antiga designação do indígena brasileiro. Fonte: Wikipédia

Caboco: É difícil achar uma definição exata pra palavra “caboco” conforme empregamos aqui. Muitas vezes, pode ser usada para definir uma pessoa e/ou grupo com comportamento e/ou figurino diferente do lugar ou ocasião. Por exemplo, se você for ao shopping com seus amiguinhos pivetes batedores de carteira e arrombadores de carro, usando aquela sua camiseta com estampa de surfe ou de time de futebol (isso quando usa uma camisa), bermudão, Havaianas, correntinha no pescoço, óculos escuros (esse aqui é opcional, usado apenas por cabocos profissionais estilosos ou por quem acabou de roubá-los mais cedo naquele dia) e cabelinho todo espetado, OU com luzes loiras nas pontas OU apenas com o topetinho cor de mostarda (algumas vezes, até os dois), você é caboco.

Agora, se você for pra uma festa de 15 anos de jeans, camisa social xadrez por cima e camisa de alguma banda por baixo, por mais estiloso que você esteja, todos aqueles de terno e gravata vão olhar pra você e falar "todo caboco. SUIT UP". Ou então se você entrar numa, sei lá, farmácia fazendo cosplay de, sei lá, Rock Lee do Naruto pra comprar, sei lá, um teste de gravidez (se bem que, se você faz cosplay de Rock Lee, DIFICILMENTE vai precisar comprar testes de gravidez na vida lOLolOL Ol OlOLLlOl), as pessoas também vão olhar pra você e comentar "todo caboco".

Como vêem, a caboquice é algo relativo e difícil de se definir. Como eu disse, geralmente é alguém com comportamento e/ou figurino diferente do lugar ou ocasião, mas um dos seus principais usos é para se referir a toda aquela galera da Terra Firme descrita alguns parágrafos acima, que além de se vestir assim ainda não perdem uma só festa de aparelhagem e tiram fotos sem camisa fazendo sinais de gangue com as mãos na frente do espelho pra colocar no orkut. Também vale citar que os cabocos pertencem a diferentes “tribos” conforme sua classe social: cabocos da classe alta ou média alta são playboyzinhos; cabocos da classe baixa são cobradores de ônibus. Ou ladrões.


Ok, pela minha segurança, é melhor parar por aqui, senão daqui a alguns dias eu posso acabar virando capa do Diário do Pará. Boiando dentro de um saco preto no canal, claro. Mas não percam os próximos posts, onde eu falarei sobre o forró, o funk e o quanto o QI de uma pessoa cresce de forma inversamente proporcional ao número de fotos fazendo hang loose na frente de um espelho que ela coloca no seu álbum do orkut.

Mês que vem (ou quem sabe depois dele), aqui no seu KaDê.

Sábado, Abril 25, 2009

Alá o Dia da Toalha chegando...


Ela também fez um video, mas não deixa eu postar de jeito nenhum. :(

O KD tá se tornando um dos blogs com a maior concentração de attention whores da boiolosfera (perdendo só pro Rampeiras, Amadoras da Net e outros blogs do tipo). Mas, EI, quem disse que isso é ruim? As leitoras e bloguetes do KD são as mais lindas e fotogênicas da galáxia, fatão. E o dia em que começarem a mandar fotos, sei lá, sem blusa e com "QUE DIABOS" escritos em lugares estratégicos do corpo, este será o dia em que eu não só entrarei para o rol dos blogueiros mais invejados da interwebz brasileira, mas também o dia em que poderei, enfim, estampar em letras garrafais e amigáveis no topo do layout: "MISSÃO CUMPRIDA (CHUPA, Rafa)".

Mas, enquanto esse dia ainda não chega, nós nos contentamos com o... DIA DE MENINAS DE TOALHA!


Lembram? Claro que sim.

É isso aí, galerinha feminina. Dia 25 de maio, Dia da Toalha, vem aí. Meninas, vão preparando suas câmeras e toalhas; meninos, vão preparando suas... sei lá, mãos e óleos de bebê. Este será não só o dia em que mochileiros e fãs d'O Guia do mundo todo sairão às ruas com suas respectivas toalhas, mas também o dia em que VOCÊ, leitora do K & D, correrá o sério risco de aparecer por aqui!

Tal qual o ano passado (em que a ganhadora foi a çarok pirok), a promoção é bem simples: você, garota preferencialmente do sexo feminino, manda uma foto sua ou video com OU de toalha aqui pro e-mail promocaokd@gmail.com até o dia 23 de maio, com seu nome e, se tiver, blog/site. No dia 25, após serem todas minuciosamente avaliadas pelo nosso comitê avaliador...


... as melhores fotos serão divulgadas em um post especial e a MELHOR FOTO ganhará um exclusivo PRÊMIO ESPECIAL, o qual eu garanto que existe sim, e não é nada nojento, nem doentio, pornográfico, sujo e muito menos... vivo. Então, relaxem.

Tudo o que você precisa é de uma toalha, câmera e, claro, ser a feliz portadora de uma vagina (até duas, quem sabe), ou pelo menos parecer muito com uma. Que nem aqueles viados japoneses do The Gazette. Porra, os viados japoneses do The Gazette...


Enfim, tá esperando O QUÊ?

Quarta-feira, Abril 22, 2009

O horror, o horror

Um número cada vez maior de pessoas do meu colégio estão descobrindo o meu blog, E ISSO NÃO É LEGAL.


O tão temido e já previsto diálogo com o Fredão, de repente, não parece mais tão distante.

Vejam bem. No começo de tudo, meu blog era secreto. O que era ótimo, visto que ele nasceu pra ser idiota (coisa que ele é até hoje, oloLoLoLoLOlO). Nem meus PAIS sabem que isso aqui existe, pra vocês terem uma ideia. A cada 100 dólares do AdSense ou camisa de promoção de melhor post que chegava aqui em casa, eu dava um jeito de arranjar alguma desculpa safada de um modo que não despertasse a curiosidade dos meus pais sobre o que diabos o filho deles estaria fazendo na internet.

E as coisas iam indo muito bem assim, obrigado. Morei um ano inteiro em Brasília e as pessoas da minha sala sequer suspeitavam que eu tinha um blog, o que me abria um leque de possibilidades, como poder xingar a mãe de cada um deles em rede virtual e não ficar com um roxo no dia seguinte. E foi assim por uns dois, três anos. Postando sem ninguém saber do KD, minha vida virtual e tudo mais, salvo umas cinco pessoas, no máximo (as quais sabem do blog até hoje, mas aparentemente não dão a mínima pra isso ou pensam que ele já foi para o limbo há anos). Tudo era perfeito, what a wonderful world.

Então, eu não sei como CARALHOS, algumas pessoas começaram a descobrir o blog de uns meses pra cá. Mês passado, uma garota da minha sala virou pra mim e, do nada:

- Lucas, você tem um blog, né?
- CacKHNDKSHFBQUÊ? TENHO?

Sabem como é, eu sempre fui bem discreto e tal.

- Diabo, Inferno... alguma coisa assim.
- AHH, HUM, ISSO, É, TIPO, ERRRRRRRRRRRaham.

Depois me pediram pra recontar o incidente do banho com sabonete pra calcinha na frente de mais uma galerinha. Me pergunto se o Cardoso ou o Edney têm problemas desse tipo. Tsc, tsc.

Outro dia DOIS me perguntaram quem era a garota de cabelo azul do post da Friend Zone. Não posso mais ir com a camisa de gatinhos pra escola que todo mundo pergunta se eu curto. Uma amiga já perguntou o por quê da minha paixão por emos ruivas bissexuais e uma vez vieram me xingar PESSOALMENTE por insinuar que Edward Cullen não era hétero (bobagem, gente, todo mundo sabe que o tio Eddie é super maxoxo). Oh Deus, SAIAM DAQUI SEUS STALKERS

Sério agora. Gente da escola lendo o blog NÃO é legal. É bizarro pra caralho quando alguém vem falar que gostou ou não de algo que você escreveu, você nunca sabe como deve reagir. A graça de ter um blog desconhecido pelas pessoas de Lá De Fora é que você pode falar o que quiser e como quiser, e isso inclui falar mal das pessoas que você conhece E coisas doentias ou coisas bizarras que aconteceram com você que você não teria coragem de contar pra ninguém normalmente numa conversa cara-a-cara. Imaginem, por exemplo, se o meu primo chato descobre o blog?

Se as coisas continuarem nesse ritmo, com cada vez mais pessoas do Mundo Real descobrindo meus textos, serei obrigado a adotar um estilo mais... cool, de forma a passar uma imagem de cara realmente fódo para os meus coleguinhas de classe: nada mais de textos sobre nerdices como jogar Guitar Hero pelado, ou sobre loserzismos, histórias obscuras do meu dia-a-dia, zoar pessoas do colégio, tribos, filósofos, milk shake e necrofilia, pirocas e raquetes na shana, etc etc etc. Apenas posts fictícios sobre minha agitada vida social, lista de garotas que peguei na última rave e meu estilo de vida regado a muita mulher, dance, techno, camiseta apertada da Playboy comprada em feira, topetinho espetado, ecstasy, fotos fazendo hang loose em frente ao espelho, sem camisa e com 1/3 da cueca do Bad Boy aparecendo.

Talvez seja esse meu destino, minha real vocação. Até porque isso, meus amigos, isso sim é vida.

BJS FUI

Quarta-feira, Abril 01, 2009

Primeiro de abril

Primeiro de abril já se desgastou TANTO que nem tem mais graça contar mentiras, já que qualquer pessoa que souber em que dia está vai sacar na hora.

Movimento pela mudança do Dia da Mentira para outra data .


(A propósito, tô de castigo de algum tempinho sem PC de novo. E, ahsjdskld, eu juro que não é mentira. Juro que tento postar logo que meus pais derem bobeira. Ou não, heh.)