Quarta-feira, Dezembro 24, 2008

Um cântico de Natal

Era quase meia-noite. Ele estava dentro de casa arrumando os últimos detalhes. Sua esposa arrumava as roupas para ele, seus empregados arrumavam as entregas. Partiria em breve, meia-noite em ponto, assim teria tempo para chegar na África antes das quatro horas.

Quase meia-noite. Os Nove esperavam do lado de fora, todos arrumados em fileiras e atrelados uns aos outros. Havia todo um burburinho no ar, sussurros de agitação e ansiedade. Aquela era um noite única, eles sabiam disso. Tinham de ser rápidos e não cometer absolutamente nenhum erro de rota. O timing teria de ser perfeito. Haviam crescido, treinado, criados, ensinados, viviam para aquilo. Não, não haveria erro. Receberam uma educação quase espartana, e Ele não tolerava erros.

Era uma noite especial.

Especialmente para Ela.

Ela estava concentrada. Tinha um plano em mente, um plano que passara os últimos 200 anos amadurecendo em sua mente, um plano cuja hora de colocar em prática finalmente chegara. Marcava o tempo silenciosamente, paciente, preocupando-se apenas com seu objetivo, seu alvo.

Alguém atrás na fileira conta uma piada. Todos riem, menos Ela. Eles nem fazem idéia do que está por vir. Aproveitando-se do momento de distração geral, Ela se espreita para fora da fileira, junto às sombras projetadas pela pequena casa. Rápida e silenciosamente, dá a volta até a porta da frente, pára e se esconde em um canto escuro, então Ela espera.

Meia-noite.

A porta se abre.

Ele se despede de sua esposa e se dirige até o ponto onde estão os Nove, quando um forte impacto nas costas de repente o joga de cara na neve. Vários pés o golpeiam por trás de forma covarde enquanto ele tenta inutilmente se levantar. Seu rosto está entre a neve do chão e algo pesado em cima Dele impede-o de gritar ou respirar, sufocando-o. Dentes se fecham ao redor de sua perna, arrancando um pedaço de seu tornozelo. Em uma tentativa desesperada de se livrar do agressor, Ele se vira para o lado com toda força que consegue reunir e o atira para o lado. Então ele o vê: uma figura grande, escura, animalesca, bufando enlouquecidamente.

Ela ataca.

Crack. O pescoço Dele se parte.


A esposa sai de casa atrás do marido para dar um último beijo de despedida e feliz Natal. – Noel? – Ela o chama, quando se dá conta da poça de neve vermelha sob seus pés.

- Cara, cadê o Rudolph? – pergunta Comet.

Tarde demais. O grito da Mamãe Noel ecoa por todo Pólo Norte enquanto Rudolph, a Rena, escapa mais uma vez. Finalmente, após todos aqueles anos, silenciara aquele “ho! Ho! Ho!” irritante. Deu um sorriso malicioso de satisfação enquanto sumia no céu estrelado de Natal, com o nariz vermelho manchado de sangue.




FELIZ NATAL!
pega aqui no meu pau lol

Enquanto isso, na loja de brinquedos




Feliz Natal, seu bando de noobs!

(E guentem aí que hoje ainda sai mais post!)

Sábado, Dezembro 20, 2008

Top 7 motivos pelos quais devemos respeitar Edward Cullen

De todas as criaturas e monstros clássicos de ficção, os que mais sofreram ao longo desses anos com releituras desnecessárias e versões imbecis foram, sem dúvida, os vampiros. Vide Blade, onde os vampiros usam PROTETOR SOLAR pra sair no sol; ou Entrevista Com o Vampiro, com os vampiros mais frescos da galáxia (o filme é fódo, mas que eles são frescos, aahhhh eles são). Eis que agora chega aos cinema Twilight, mais novo filme com um vampiro como protagonista e ídolo teen. E como falar mal de coisas que estão na moda vai SEMPRE estar em moda, aí vai mais um post com o selo de sarcasmo garantida KD Corp.

E, aaah, antes de começar, queria mandar um beijo pra Iionegai (é, eu não sei o nome dela mesmo e já que ela fica puta se eu chamar de Net, vai ficar assim mesmo), pra Natz e suas skillz no Photoshop, pra Yasmin e pra Jack, que me pouparam o imenso trabalho de ler o livro/ver o filme, pro Rafael que deu a inspiração pro tema, pra Clara e Maria Laura que tão começando agora no mundo dos blogs e eu resolvi dar esse empurrãozinho inicial aqui (e que também são fãs de Twilight e com certeza não vão gostar desse post - NÃOMEBATAMPORFAVOR) e pra Dona Leda, empregada aqui de casa, que faz um café delicioso, sem o qual nada disso aqui seria possível. BRIGADO XUXA


Uia.

7 - Johnny Bravo tem INVEJA dele.
E nesse tópico aqui, Edward Cullen merece não apenas ser respeitado, mas também palmas. Afinal, um cara que ostente seis metros de topete acima da cabeça, merece e DEVE ser aplaudido de pé.


ISTO é um topete respeitável.

O tempo e trabalho dedicados pra construir essa cabeleira toda deve ser superado apenas pelo de montar um castelo de 30 metros com cartas de baralho no topo do Everest. Defintivamente, não é pra qualquer um.

6 - Self-control: he is the master of it
Edward Cullen é, antes de tudo, um exemplo de auto-controle. Ele é a verdadeira personificação de tudo o que pregam os livros de auto-ajuda e o budismo, em carne, osso e gel para cabelo, e exploraremos cada aspecto desse auto-controle nesse e nos próximos tópicos. Vamos começar pelo que chama mais atenção, a princípio: ele não bebe sangue humano.


- Quanta criatividade, QUANTA CRIATIVIDADE!

Além de ser uma idéia GENIAL e NUNCA ANTES VISTA NA HISTÓRIA DA LITERATURA/CINEMA, Edward ainda se mostra um verdadeiro gentleman ao não dar nem uma beliscadinha no pescoço branquinho e lisinho de Bella dando sopa bem ali, em mais um grande exemplo de sua fibra moral e ética impecável.

A autora provavelmente esqueceu do significado da palavra VAMPIRO, mas a gente perdoa, vai.

5 - Ele é o bom moço que toda mãe pediu a Deus
Além de todas essas qualidades, Edward Cullen ainda segue à risca o mantra "sexo só depois do casamento". Tanto é que ele esperou cem anos e quatro livros pra poder dar sua primeira bimbada, estabelecendo um novo recorde de Mais Tempo em Abstinência Sexual e quebrando a marca de quatro décadas outrora conseguida pel'O Virgem de 40 Anos. Se você já achava difícil participar da No Fap Week e pensa que ser virgem aos 16 anos é tempo DEMAIS, tente imaginar o que são CEM anos sem afogar o biscoito, molhar o óleo, trocar o ganso, etc. Mas, ao contrário de VOCÊ, assim que se casam ele pega ela de jeito, taca na cama, 100 anos segurando toda aquela vontade, pá-pá-pá, EEE...


Isso mesmo. Catástrofe. Hematomas, uma cabeceira quebrada e, o pior de tudo, um filho.

Quantas mulheres VOCÊ já deixou com hematomas, seu noob?

4 - Ele consegue se ver no espelho
Claro. Afinal, de que outra forma ele arrumaria aquele topete todo?

3 - Ele é imune à alho, prata, estacas, sol, crucifixos, água benta...
A lenda clássica do vampiro diz que ele é suscetível a dezenas de coisas: desde estacas de madeira no coração a crucifixos e àgua benta. Claro que, com o passar dos anos, a história foi a gosto do autor, mas todos sempre mantinham no mínimo um dos itens acima como verdadeira forma de destruir os malditos. Já Edward Cullen é o primeiro vampiro de todos que simplesmente ignora todos os anos de mitologia e construção da lenda do vampiro e é imune a TODAS as formas de se destruir um descritas acima.

E ele ainda vai mais além: em contato com luz solar, ele não vira poeira, não se carboniza, nem fica ao menos levemente incomodado. Ele... BRILHA. Isso mesmo: BRILHA. Como um... diamante. Lembra daqueles gelocósmicos que vinham na Coca-Cola e brilhavam no escuro? Exato, Edward Cullen é uma espécie de gelocósmico às avessas. Agora você pergunta: "e se eu enfiar uma estaca no peito dele? Ele vira o quê, GLITTER?" Não, meu amiguinho. Não acontece absolutamente nada, afinal, a única forma de matar um vampiro, segundo Twilight, é mutilando todo seu corpo em partes pequenas e ateando fogo, caso contrário as partes vão se juntando, juntando até virar um vampiro inteiro de novo, que nem aquele vilão roxo do filme dos Power Rangers. Mais complicado de matar que barata, pqp.

E o mais legal de tudo é quando ele tá lá, brilhando feito purpurina ao sol, diz: this is the skin of a killer.

The skin of a killer? Você levaria Charles Manson a sério se ele brilhasse feito diamante? Você levaria Mark Chapman a sério se ele brilhasse feito diamante? Você levaria o PUTO do LEATHERFACE a SÉRIO se ele BRILHASSE feito o CARALHO de um DIAMANTE?


CLARO QUE NÃO, POORRAA.

Então porque levar a sério Edward Cullen? Ora, porque ele é um vampiro com um topete assaz. E isso já basta.

2 - Ele consegue fecundar um óvulo
Quando você se torna um vampiro, você morre. Isso é óbvio, fato consumado e de conhecimento geral da nação. E, uma vez morto, a única coisa que não te impede de definhar e ser mais um pedaço de carne putrefata no chão é a energia proveniente do sangue que você bebe, humano ou não. Ele faz com que você ande, fale, etc.

Mas isso não muda o fato de que você está MORTO; logo, seus órgãos não funcionam mais, seu sistema respiratório é simplesmente desnecessário, seu sistema circulatório bombeia apenas o sangue que é inoculado, o digestivo não ingere comida... a mesma coisa de aplica ao sistema reprodutor. Não importa quantas horas um vampiro se tranque no banheiro com uma edição de Busty Asian Beauties, que não vai sair nada senão, no MÁXIMO, pó. Não tem COMO sair alguma coisa, porque um corpo morto obviamente não produz porra nenhuma. Literalmente.

E, mesmo assim, ignorando todas as impossibilidades físicas, lógicas e fisiológicas da situação, Eddie (me sinto mais íntimo agora, véi) não só passa a vara na Bella no quarto livro (sim, demorou QUATRO livros), como eles também têm uma filha.

Não me perguntem como, eu só escrevo aqui.

1 - Ele mudou completamente a visão que se tinha sobre vampiros
Pelo menos pra toda essa nova geração que vai crescer lendo e vendo Twilight, aquela imagem de vampiro como vilão da trama agora é passado. Vampiros agora são nada menos do que Zac Efron's com caninos grandinhos e que se alimentam de veadinhos na floresta ao invés do bom e velho sangue humano.

Me chamem de oldshool, saudosista, velho ou ultrapassado, mas eu preferia a época em que os vampiros ainda eram MACHOS.

Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

Cê curte?

Daí eu tava andando pela rua à noite com a minha camisa de gatinhos japoneses mega kawaii anata wa ragnarok tamagoshi desu neee ^=^, quando um carro que passava pelo meu lado começa a diminuir a velocidade. Então o motorista vira pra mim e pergunta:

- Cê curte?
- Oi?
- Cê curte?
- Opa. Curto o quê?
- Quantos anos tu tem?
- Quinze.
- Putz. Mas cê curte?
- O quêe?
- Homem com homem.
- ...........................................................

Incrível como minha cara foi de pra em questão de milésimos segundos. Caguei tijolos suficientes pra construir um pequeno casebre, com muro e casinha pro cachorro.

- Aaaaahhhnn, não cara.
- Ah. Tá bom então, valeu.

E ele foi embora. SORTE que ele respeitou meus sentimentos e não desceu do carro e mandou ver ali mesmo. Mas, só por precaução, virei na primeira esquina que vi e voltei correndo desesperado pra casa, balançando os braços de forma aleatória e chorando que nem uma garotinha.

Nunca mais uso camisas de gatinhos, mánocu.

[UPDATE KAWAII]

Taí a camisa:


Numa escala de homossexualidade de 1 a 24, dêem suas notas.

Segunda-feira, Dezembro 01, 2008

Sub-produto do rock

É isso aí. Acabou.

Amanhã vou pegar meu boletim, e como eu COM CERTEZA vou ficar de recuperação em no mínimo 3 matérias, já vou me preparando pra uma maratona de 30 dias sem internet.

Minha mãe é uma louca pirada e vai me manter em cárcere privado até as férias. Sem computador, sem videogame, sem som, sem DVD, televisão e vitrola.

Meu Deus, sem DVD. DVD é tipo a necessidade básica de todo nerd. É como tirar minha comida, minha água, meu ar, MEU PORN.

Graças a Zarquon, eu sou um cara prevenido e tenho uma Playboy guardada em um canto obscuro do meu banheiro em uma caixa, sob as palavras EM CASO DE EMERGÊNCIA, QUEBRE O VIDRO escritas em letras garrafais.

Estou preparado, amiguinhos. Vai ser uma dura e árdua jornada, mas eu tenho que enfrentá-la de cabeça erguida e peito estufado. Deixo aqui meu adeus e até daqui a um mês.

Ou quando eu conseguir entrar no PC escondido no meio da madrugada, claro.