Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

SHUVA D PIROKS

O que fazer durante uma aula chata de Literatura? Analisar textos? Exercícios? Estudar? Claro que não! PIROCAS!



Tudo começou com um erro de digitação no texto onde "DEUS PAN" virou "DEUS PAU", gerando inúmeras piadinhas pela sala. Logo veio à minha fétida cabeça a imagem de como seria um Deus Pau, e fui transformando logo essa idéia em rabisco numa folha à parte do caderno de Física. Logo depois mais e mais idéias foram surgindo, uma piroca atrás da outra. Picasso, península, picanha e pintassilgo foram idéias do Raphs, aliás. E valeu ao Rodrigo por ter escaneado pra mim, mesmo que depois um padre filho da puta tenha pego o desenho original da mochila dele.

Mas isso rende outro post. E outro desenho de piroca, claro.

Sábado, Fevereiro 16, 2008

PRIMO CHATO DETECTED

Imagine-se você, caro leitor do blog ?KE DIABOWS/, na seguinte situação: o final de semana chegou. Aleluia, descanso das aulas. São cerca de seis horas e você está na internet, na calmaria do lugar sacro que atende pelo nome de quarto. Seus pais vão sair hoje à noite. Vão deixar comida congelada no forno. Coca-Cola na geladeira. Cê tá livre, aproveita imbecil. A noite pede... PORN.


PORN PORN PORN

Você já tem tudo programado. Vai passar um tempinho na internerd, possivelmente no MSN ou Skype, enquanto vai preparando todo o arsenal pra madrugada de hoje: fotos, vídeos, emos ruivas bissexuais e até uma garrafinha de óleo de bebê estrategicamente colocada ao lado do monitor. Você ouve algo na sua mente, quase que como um tambor, as palavras "porn porn porn". Talvez seja sua imaginação. Talvez seja seu coração. Tanto faz.

Depois você desliga as luzes, pega os nuggets e a Coca-Cola e então... liga seu Play2 e joga um pouquinho, no volume alto. Aí então volta pro PC, e vê que todos seus downloads concluíram. PORN PORN PORN.
Essa seria a noite perfeita, cara. Seria.

Isso, claro, se você não tivesse um PRIMO CHATO.


CHATO. Porque até ele deve ter primos.

Aconteceu há cerca de duas horas comigo.
Ele simplesmente foi entrando no meu quarto, falando "OLHA EU AQUI RERERE", abundando-se no meu puff azul anil e apoderando-se do meu joystick, ato completamente imperdoável e motivo suficiente para mandar o infeliz para a forca, se fôssemos comunistas e meu nome fosse Stálin.

Ele fala. Ele fala MUITO. Faz questão de anunciar tudo o que acaba de fazer no jogo e/ou na vida real. Matou um carinha? Ele fala. Quase morreu? Ele fala. O ovo esquerdo tá pinicando? Ele fala. Ele é o tipo de pessoa que se passar mais de 2 minutos sem falar absolutamente nada, o cérebro sofre uma espécie de colapso existencial e se transforma num mini-vórtice, tragando o próprio corpo e apagando qualquer vestígio de sua existência no espaço/tempo continuum. Então ele dispara pelo menos vinte perguntas imbecis do tipo "O QUE VOCÊ FARIA SE ACONTECESSE ISSO COM VOCE EIN?" ou "PQ QUE MEU CARINHA NAO ATIRA KRA? RERERE".

Ele quer atirar. Quando ainda tá no videozinho do inicío. Deus... o Senhor deve me odiar.


PENTELHO. Antes e depois do laser, claro.

Ele é esperto. Veio munido de uma mochila, e dentro dela, roupas, toalha e uma escova de dente. "vim dormir aqui hoje rerere kd aquele colchão". Se o filho da puta tivesse telefonado antes pra avisar que estava vindo, eu provavelmente a) diria que era engano com um sotaque português, b) diria que teria alguma prova muito importante no dia seguinte e que por isso eu precisava estudar MUITO ou c) diria que acabei contraindo uma doença altamente contagiosa de um grupo de prostitutas tailandesas e que precisaria ficar não em quarentena, mas em quatrocentotena.

Ele não ligou, contudo. Chegou logo aqui e disse apenas para minha mãe, o que garantiu passe livre para o segundo andar de casa e, conseqüentemente, para a Luke's Lair, pelas próximas doze horas. Filho da mãe, tá ficando esperto.

Além do mais, ele daria um belo de um chute na bunda dos roteiristas do Zorra Total (se é que essa porra tem roteiristas) e pegaria o troféu pelas Piadas Mais Escrotas do Mundo, que é seu por direito. De cada 10 pseudo-piadas que ele fala, 9 são do tipo que te deixam com vergonha. Vergonha por estar ouvindo aquilo, vergonha por ele ter contado aquilo, vergonha por compartilhar o mesmo sangue e sobrenome que ele, vergonha por ter que falar o quanto aquela piada foi mongol. Absurdamente mongol.


ESCROTO. Percebeu como tudo tem a ver com SACO?

E se uma faz você esboçar um projeto de sorriso nos cantos dos lábios, ele vai ficar o resto da sua vida lembrando você da mesma piada e do quanto ela foi tão boa para o padrão dele, fazendo você se arrepender amargamente de ter dado aquele sorriso de pena do coitado.

Engraçado que, parando pra pensar um pouco agora, a pena por homicídio de repente já não me parece tão longa assim. E eu ainda posso alegar legítima defesa. Capaz de ainda me agradecerem.

Hummm...

Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

Eu Sou a Lenda

Quem nunca, em um dado momento na vida, imaginou o que faria se fosse a última pessoa na Terra? Se só o fato de ficar uma noite inteira sozinho em casa já era motivo suficiente pra pegar todos aqueles cassetes de mulépelada do seu pai e fazer a festa durante a noite toda dois minutos (e meio, NO MÁXIMO), imagina se você tivesse Nova York inteira ao seu dispor e a possibilidade de dançar tango peladão em plena Times Square, além, claro, de todas aquelas coisas legais que cê só pode fazer quando os outros não estiverem olhando. É pornozão e junk food o dia inteiro.

Acredite, nem é tão legal assim. Pelo menos não em Eu Sou a Lenda.


Will Smith, o ÚLTIMO maluco no pedaço.

Logo no começo tem uma reportagem de jornal onde a Dra. Krippin explica como conseguiu a tão sonhada cura para o câncer (carequinhas, ALEGREM-SE!), transformando um vírus comum em algo benigno. Mas como tudo que é bom dura tão pouco quanto garrafinha de Chamyto, ele se espalha e acaba fodendo completamente a humanidade, matando metade e transformando a outra em VAMPIROS MUTANTES ZUMBIS SEDENTOS POR SANGUE COM BOCAS ABSURDAMENTE GRANDES. Deus, como eu amo cinema.

O Dr. Robert Neville (Smith) foi encarregado de descobrir a cura, mas é tão incompetente que todo mundo da cidade morre/é infectado e ele ainda não descobriu a maldita. Acontece, então, que ele é o último sobrevivente imune à doença a viver na cidade, junto com sua cadela Sam, e, como cientista respeitável dotado de um laboratório no porão e uma M4 cabulosa na mão, carrega a ingrata tarefa de salvar a humanidade, antes que ele mesmo acabe ficando maluco.

Um MALUCO. No PEDAÇO.


HÃ? HÃ? FISGOU? FISGOU? Ahh, foi boa.

Só pra constar aqui: Will Smith é fódo. Afinal, caras que conseguem levar um filme inteiro nas costas dividindo a tela somente com um cachorro, alguns manequins e bonecos de CGI não são tão fáceis de se topar pela rua. O cara consegue passar pro espectador tudo o que ele sente: solidão, tristeza, medo, etc. Além de ser um cara muito gritão. E, hey, ser gritão é legal.

Fódo, também, é o diretor Francis Lawrence, que assim como em Constantine, não utiliza diálogos desnecesários explicando toda a história mastigadinha, preferindo recorrer a cartazes alertando sobre a possibilidade de cães infectados e capas de revistas coladas na geladeira. Sutil.

Como o filme trata sobre o último homem do planeta, é óbvio que também trata sobre solidão. É um sentimento que fica durante o filme inteiro. E o pior é que isso passa pra você. Quem tem cachorro, por exemplo, fica com a maior vontade de ir correndo pra casa e agarrar o seu Totó. E até mesmo quem não tem fica com vontade de dar um abraço na pessoa mais próxima, mesmo se for um gordo fedorento e ele estiver babando no seu ombro.

A trilha sonora te deixa deprimido pacas, sério. Algumas cenas são tão tensas e assustadoras que fazem seu coração querer dar uma volta pelo seu esôfago pra pegar um ar e voltar pro lugar. E outras são tão emocionantes que quando 'cê menos perceber vai estar com a cara tão franzida como se estivesse tentando mandar uma bola de golfe goela abaixo.
Pra completar, Robert Neville SÓ. SE. FODE. O cara tá lá em cima na escala Charlie Brown (não o Charlie Brown XARLIE BRWAUN, o Charlie Brown Peanut) para medir a capacidade self ownedística de uma pessoa, deixando o Caqui Conrado e Chad Kroeger de pau na mão.



E, ah, só uma dica: assistir no cinema e assistir em um DVD comprado na banquinha do seu Juvenal não é a mesma coisa. Enquanto que as explosões no cinema te deixam quase surdo, as do filme Jack Sparrow version impressionam tanto quanto estalinhos de São João.

"PORRA, Luke, que horas cê vai começar a meter o cacete?", você me pergunta. É pra já, amico, mas antes traz o KY porque senão dói.
O filme é muito bom, OK, mas não quer dizer que esteja livre de defeitos. A começar pelos mutantes. Francis Lawrence deve ter alguma paixão doentia pelo Gollum d'O Senhor dos Anéis, pois assim como o demônio Mamon e o mexicano possuído tinham alguns momentos "my preciousss", os infectados aqui também lembram bastante o hobbit olhudo (como na cena em que o Macho Alfa vai entrando no carro e se aproximando de Robert ou quando escalam os postes).

Além disso, a CGI é totalmente irreal. Se no primeiro vislumbre deles 'cê sente um cagasso absurdo, semelhante àquele que só Silent Hill pode oferecer, logo que vê um infectado no claro você BROXA, e todo aquele sentimento de "AMD ELES VAO ME XUPAR " vai pelo ralo, porque simplesmente não dá pra acreditar que aqueles monstrinhos de pixels são reais e constituem de fato algum perigo.
Além disso, Eu Sou a Lenda é curto demais. Quando a terceira parte do filme finalmente recupera o pique e a coisa tá esquentando, tudo literalmente explode na sua cara e acaba. Triste.


- Pizza de anchovas? QUEM DIABOS COME PIZZA DE ANCHOVAS?

Enfim, Eu Sou a Lenda tinha de tudo pra ser um daqueles filmes cults que estudam o comportamento humano sob alta pressão e que a gente adora discutir com os amigos pra parecer inteligente, mas aí infelizmente resolveram diluir ele um pouco mais só pra virar mais um, como os sites de cinema adoram chamar, filme BLOQUEBÃSTER (na minha terra, isso é nome de locadora) e levar mais gente pro cinema. Provavelmente é culpa do Akiva Goldsman, o mesmo roteirista dos coloridos filmes do Bateman da fase Joel Schumaccer. Pelo menos aqui ninguém tem bat-cartão de crédito ou armaduras com mamilos. E, graças ao bom Deus, nada de zíperes na bunda.

Nota: Hummm... OITÃO, vai.

E só pra finalizar: Alice Braga é TANGA. Bloggerscut, ACEITAEL. E no final o navio bate num iceberg e o Jack vira PICOLÉ OCEÂNICO.

Hmmm, filme errado.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS QUE NINGUÉM LÊ MAS TODO MUNDO GOSTA DE PÔR NO POST PRA PARECER LEGAL:
Eu Sou a Lenda (I Am Legend)
EUA, 2007 - 101 min

Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Akiva Goldsman e Mark Protosevich
Elenco: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Willow Smith

E agora eu tô indo ver Sweeney Todd e/ou Cloverfield pra resenhar procês só semana que vem. Dane-se se você já leu as resenhas do Omelete. Resenhas atrasadas é que são o charme da coisa. :D

Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Amo MUITO todos vocês.

Sábado, Fevereiro 02, 2008

Ataque dos Anúncios Zumbis

Ah, meu santo Mark Millar, é o... ATAQUE DOS ANÚNCIOS ZUMBIS!



Eles estão maiores, mais ferozes e... SEDENTOS POR CLIQUES HUMANOS!

CORRAM! CORRAM POR SUAS VIDAS!

Mas antes dêem uma clicadinha... . (heh)