Só pra constar aqui: Will Smith é fódo. Afinal, caras que conseguem levar um filme inteiro nas costas dividindo a tela somente com um cachorro, alguns manequins e bonecos de CGI não são tão fáceis de se topar pela rua. O cara consegue passar pro espectador tudo o que ele sente: solidão, tristeza, medo, etc. Além de ser um cara muito gritão. E, hey, ser gritão é legal.
Fódo, também, é o diretor Francis Lawrence, que assim como em
Constantine, não utiliza diálogos desnecesários explicando toda a história mastigadinha, preferindo recorrer a cartazes alertando sobre a possibilidade de cães infectados e capas de revistas coladas na geladeira. Sutil.
Como o filme trata sobre o último homem do planeta, é óbvio que também trata sobre solidão. É um sentimento que fica durante o filme inteiro. E o pior é que isso passa pra você. Quem tem cachorro, por exemplo, fica com a maior vontade de ir correndo pra casa e agarrar o seu Totó. E até mesmo quem não tem fica com vontade de dar um abraço na pessoa mais próxima, mesmo se for um gordo fedorento e ele estiver babando no seu ombro.
A trilha sonora te deixa deprimido pacas, sério. Algumas cenas são tão tensas e assustadoras que fazem seu coração querer dar uma volta pelo seu esôfago pra pegar um ar e voltar pro lugar. E outras são tão emocionantes que quando 'cê menos perceber vai estar com a cara tão franzida como se estivesse tentando mandar uma bola de golfe goela abaixo.
Pra completar, Robert Neville SÓ. SE. FODE. O cara tá lá em cima na escala Charlie Brown (não o Charlie Brown XARLIE BRWAUN, o Charlie Brown Peanut) para medir a capacidade self ownedística de uma pessoa, deixando o Caqui Conrado e
Chad Kroeger de pau na mão.

E, ah, só uma dica: assistir no cinema e assistir em um DVD comprado na banquinha do seu Juvenal não é a mesma coisa. Enquanto que as explosões no cinema te deixam quase surdo, as do filme Jack Sparrow version impressionam tanto quanto estalinhos de São João.
"PORRA, Luke, que horas cê vai começar a meter o cacete?", você me pergunta. É pra já, amico, mas antes traz o KY porque senão dói.
O filme é muito bom, OK, mas não quer dizer que esteja livre de defeitos. A começar pelos mutantes. Francis Lawrence deve ter alguma paixão doentia pelo Gollum d'
O Senhor dos Anéis, pois assim como o demônio Mamon e o mexicano possuído tinham alguns momentos "my preciousss", os infectados aqui também lembram bastante o hobbit olhudo (como na cena em que o Macho Alfa vai entrando no carro e se aproximando de Robert ou quando escalam os postes).
Além disso, a CGI é totalmente irreal. Se no primeiro vislumbre deles 'cê sente um
cagasso absurdo, semelhante àquele que só Silent Hill pode oferecer, logo que vê um infectado no claro você BROXA, e todo aquele sentimento de "AMD ELES VAO ME XUPAR
" vai pelo ralo, porque simplesmente não dá pra acreditar que aqueles monstrinhos de pixels são reais e constituem de fato algum perigo.
Além disso, Eu Sou a Lenda é curto demais. Quando a terceira parte do filme finalmente recupera o pique e a coisa tá esquentando, tudo literalmente explode na sua cara e acaba. Triste.
- Pizza de anchovas? QUEM DIABOS COME PIZZA DE ANCHOVAS?Enfim, Eu Sou a Lenda tinha de tudo pra ser um daqueles filmes cults que estudam o comportamento humano sob alta pressão e que a gente adora discutir com os amigos pra parecer inteligente, mas aí infelizmente resolveram diluir ele um pouco mais só pra virar mais um, como os sites de cinema adoram chamar, filme BLOQUEBÃSTER (na minha terra, isso é nome de locadora) e levar mais gente pro cinema. Provavelmente é culpa do Akiva Goldsman, o mesmo roteirista dos coloridos filmes do Bateman da fase Joel Schumaccer. Pelo menos aqui ninguém tem bat-cartão de crédito ou armaduras com mamilos. E, graças ao bom Deus, nada de zíperes na bunda.
Nota: Hummm... OITÃO, vai.
E só pra finalizar: Alice Braga é TANGA. Bloggerscut, ACEITAEL. E no final o navio bate num iceberg e o Jack vira PICOLÉ OCEÂNICO.
Hmmm, filme errado.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS QUE NINGUÉM LÊ MAS TODO MUNDO GOSTA DE PÔR NO POST PRA PARECER LEGAL:
Eu Sou a Lenda (I Am Legend)
EUA, 2007 - 101 min
Direção: Francis Lawrence
Roteiro: Akiva Goldsman e Mark Protosevich
Elenco: Will Smith, Alice Braga, Charlie Tahan, Salli Richardson, Willow Smith
E agora eu tô indo ver Sweeney Todd e/ou Cloverfield pra resenhar procês só semana que vem. Dane-se se você já leu as resenhas do Omelete. Resenhas atrasadas é que são o charme da coisa. :D