
Um pequeno mapa explicando as localidas de Belém, Amazonas e Nordeste.
Mas isso não é o bastante para sanar todas as dúvidas sobre a cidade, como aquelas do tipo "é verdade que cês comem calango no almoço?" ou "você tem um jacaré de estimação?". Então, eis que vos apresento um sensacional post feito especialmente pra você que mora, morou, quer morar em Belém ou só deu uma passada no blog pra ver se eu tinha postado mais fotos de mulher pelada, com tópicos falando sobre a população, o clima, pontos turísticos e comidas típicas da Cidade das Mangueiras. Queria lembrar que o post, assim como todo o blog, reflete apenas a minha opinião pessoal. Não deve ser levado à sério. É sempre bom esclarecer para não ter que abrir a porta de casa e dar de cara com uma multidão de paraenses enfurecidos pelo fato que xinguei a sua banda de brega favorita.
Então, relaxa. E goza.
População: gente fina bagarai.Se tem uma coisa que posso falar dos mais de 2.000.000 habitantes de Belém do Pará é que eles são mais legais que aqueles saquinhos plásticos cheios de bolhas que a gente perde horas estourando. Sério. É difícil passar mais de 10 minutos em território belenense sem ter feito amizade com no mínimo umas 3 pessoas.
Pontos turísticos: assaz!
Forte do Castelo, Praça da República, Batista Campos, Theatro da Paz, Ver-o-Rio, o recém inaugurado hangar... em Belém tem muita coisa legal que com certeza vai garantir a você algumas horinhas de passeio com o traseiro longe de casa. A maioria é decorrente da luxuosa época da borracha, como o Theatro da Paz e o Palácio Lauro Sodré. Sentiu a imponência?
Distritos: só conheço um e olhe lá.
Bem, tem Icoaraci, Outeiro e Mosqueiro. Só conheço a praia deste último, e digo que é um lugar perfeito... se você for um gordo peludo cheirando a queijo e quiser levar toda a família pra uma farofada numa praia superlotada e mais suja que uma privada de banheiro de colégio público. Aliás, mais suja que um colégio público inteiro.
Clima: quente. heh.
Aos turistas em potencial que queiram conhecer Belém do Pará, antes de tudo um pequeno aviso: Belém é quente. Muito quente. Não é quente do tipo "uhu, vou pegar um bronze no caminho do trabalho", mas no tipo "OMG TOU EVAPORANDO-- *PUFF!*". Puff!, por sinal, é o som do seu corpo desaparendo em uma pequena nuvem, logo após seu corpo sublimar por completo. Mas, em compensação, todo fim de tarde cai sempre uma chuva bem fresquinha, daquelas que não dá vontade nem de levantar da cama e passar o resto do dia debaixo das cobertas.
Estilo musical: putaqueopariu, sorte que eu trouxe meu MP3.
O Pará tem algumas músicas realmente legais, como o siriá e o carimbó. Batida legal pacas. O problema mesmo é o semi-meio-irmão do mal delas, o brega. Letras rocambolescas beirando o obsceno e uma melodia tão agradável quanto a sensação de ter uma turbina de avião sendo introduzida em seus ouvidos. Essa seria a definição perfeita do amontoado de sons (o qual me recuso a me referir como "música") que você tem que ouvir toda vez que sintoniza o radinho.
Segue um trecho de uma obra-prima do brega belenense.
Uma águia passou no meu quintalDefinitivamente, quase um Gonçalves Dias.
um grito muito forte querendo namorar
acho que tá querendo a minha piriquita
que a muito tempo eu tô doida pra dar
(...)
Quem vai querer a minha periquita?
A minha periquita, a minha periquita?
Quem vai querer a minha periquita?
A minha periquita, a minha periquita?
Comidas típicas: muito bom, pra quem gosta.
Ok, ok. Sou até suspeito pra falar por ter passado a maior parte da minha vida aqui e tal, mas as comidas típicas do Norte são incrivelmente deliciosas. Quer dizer, a maioria. Se um dia você chegar a passar o Círio na casa de algum amigo paraense, com certeza constará no menu açaí, farinha, tacacá (o meu favorito), vatapá ou pato no tucupi. O açaí daqui não é como esses que a gente compra nessas academias da vida, com todas aquelas porras de guaraná em pó, açúcar, serragem e anabolizante pra cavalo, mas sim a mais pura semente de açaí recém batida com a mais crocante farinha amarela. Uma verdadeira iguaria.
Gírias: égua da porra escrota!
Certo dia, os moradores de uma pequena cidade do Norte, andando pelo mato, encontraram uma estranha erva de 5 folhas e descobriram o quanto era legal mascá-las. Logo depois descobriram que enrolá-las em folhas de bananeiras do tamanho de baguetes era ainda mais legal! Então todos os moradores da pequena cidade ficaram mucho locos e começaram a ver éguas invisíveis por todos os cantos e a falar coisas sem sentido, como "pai d'égua", "levar o destempero", "só o creme" e outras mais.
Esta é a explicação mais plausível que encontrei para a origem das gírias paraenses, cujo significado só não coloco aqui porque nem eu mesmo sei qual é. Mas digamos que o paraense tem tanto talento pra neologismos quanto eu pra Miss Universo. Mas, como todo brasileiro,
E aqui acaba o pequeno guia turístico sobre Belém do Pará, amiguinhos. Essa é a verdadeira Belém. Tá certo que não serviu lá pra grandes merda e que a maioria vai continuar achando que continua sendo uma cidade do estado do Amazonas, na região Nordeste, onde as pessoas, que andam apenas com folhas de parreira pela rua e moram em ocas, costumam comer calango no lanche da tarde e ter jacarés como bichinhos de estimação. Mas enfim.
Só queria mostrar mesmo que não é só de Calypso que vive uma cidade.












