Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

Capricho

A revista Capricho é definitivamente a amiga inseparável da adolescente de 12~16 anos, um período conturbado, cheio de dúvidas e incertezas, tais como "com que roupa eu vou pra festa da Flavinha?", "será que o Marquinhos gosta de mim?" ou "onde é que coloca esse Always mesmo, ein?".

E, afinal de contas, o que seria de nós sem a Capricho? Provavelmente ainda viveríamos em cavernas, na sombra da ignorância. Afinal, não poderíamos fazer nem ao menos testes para saber se o gatinho da caverna ao lado gosta ou não de você ou ter dicas sobre que biquini usar pra arrasar nesse verão.


Boris Casoy se amarra nas dicas de dietas da Capricho.

Os testes e o horóscopo da Capricho também mudaram o curso da História. Uma coisa que é de pouco conhecimento da maioria, é que Genghis Khan sonhava em ser cabelereiro, até o dia em que fez um teste na revista chamado "Você cuida bem do seu cabelo?", onde marcou de -100 a 0 pontos, o que o fez ficar razoavelmente frustrado e descontar sua ira conquistando outros territórios e derrotando a Grande Muralha da China.

Da mesma forma, Beethoven só se tornou músico após olhar seu horóscopo, que dizia que aquele era um dia ótimo para fazer novas amizades, evitar aborrecimentos e compor a Nona Sinfonia.

Além de tudo isso, a revista ainda traz entrevistas com celebridades famosas, como aquele gato daquele filme lá e aquele loirinho daquela outra banda. Sem falar nas dicas de beleza, relacionamento, filmes e bolsa de valores valores de bolsa. E é por isso que digo que ainda haverá um dia em que a Capricho finalmente será reconhecida e lida por todos. E nesse dia, as pessoas serão muito mais felizes, pois todas serão magras, bonitas, com roupas super na moda combinando e saberão exatamente onde colocar o seu Always.
Ahhh, lá se vão minhas férias. Saco. :'(


- MALDIÇÃÃÃO!!

Terça-feira, Janeiro 23, 2007

Luke 0 x 1 Paulo

- Lucas, cadê meu jogo d'Os Incríveis que você pegou emprestado?
- Pô, Paulinho. Eu vou embora amanhã e a única coisa que cê sabe perguntar é "cadê meu jogo d'Os Incríveis?"?
- Não, pôxa. Eu também quero o meu do Homem-Aranha e do Batman.

Ownado de novo. E dessa vez pelo irmão de 6 anos do moleque de 8.


A propósito, se isso interessar a alguém, voltei de Belém hoje, aparentemente inteiro. Mas como eu sei que não interessa, vou me deitar aqui no meu cantinho e não me enche o saco.

Domingo, Janeiro 21, 2007

Luke 0 x 1 João

Da série "Coisas que só Acontecem com o Luke"...

- Alô.
- Alô, João? É o Lucas. O Pedro taí?
- Err Lucas o Pedro err o Pedro não tá aqui não Lucas.
- Ah, tá. Então, quando ele voltar diz pra ele que eu--
Tu tu tu...

- Alô.
- João, cê desligou na minha cara?
- Lucas alô desliguei err porque o Pedro o Pedro não tá aqui não.
- Eu sei, mas cê não diz nem "tchau".
- Tchau, Lucas.
Tu tu tu...

Ownado. Por um moleque de 8 anos.

Domingo, Janeiro 14, 2007

Parem a festa, suspendam a bebida, mandem a stripper embora: eu não morri.

Volto a postar, assim que uma boa alma ceder seu computador para minha pessoa, e que de preferência essa boa alma não fique atrás de mim, me mandando ir embora a cada dez minutos, seguido de tapas na cabeça. :(

Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

Bem, agora eu realmente vou viajar pra Belém daqui a algumas horinhas. Vou tentar arrumar um computador decente pra postar besteirinhas pra vocês assim que conseguir me estabelecer (estabelecer... hmmm, que palavra gay).

Pra todos vocês, um beijo e um... sacolé. De uva.

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Nonsense

O nonsense veio de uma dimensão paralela onde galinhas voam e porcos têm polegares opositores e passam dias se bronzeando nas praias até virarem bacon e serem comidos em lanchonetes de fast food. Mas, por um buraco no espaço tempo, o nonsense veio parar em nossa dimensão, junto com seu primo de segundo grau, o sarcasmo.

O primeiro registro do nonsense data da década de 30 e alguns trocados, na África, ao leste de Tilambuku, e foi usado por uma tribo canibal primitiva conhecida como dakuebahs, durante um de seus banquetes.

- Ow, Pregahs! Páhça aew akêle brasso!
- Eu consigo lamber meus cotovelos.

Após a Segunda Guerra Mundial, os nazistas tiveram que sossegar o facho e voltar caladinhos para suas cervejarias na Alemanha. Foi nessa época que o nonsense resolveu se mudar da África, por achar que aquele era um lugar relativamente escroto, e ir para a Inglaterra, onde achou que teria um futuro mais promissor.

Parada obrigatória no texto para eu postar os ingredientes de um cheesecake.


Cheesecake da Paixão.
* 9 tostas de embalagem
* 40g de manteiga
* 135g de açúcar do tipo doce
* 500g de queijo fresco, porém hetero
* 1 colher de chá de raspas de limão
* 1 colher de sopa de sumo de limão
* 5 ovos, depilados, de preferência
* Amor

Voltando.

E então os ingleses aperfeiçoaram o nonsense, já que são gente finíssima e adoram jogar cricket nos finais de semana. Eu gostaria de ter uma filha agora só pra obrigá-la a se casar com um inglês. Aliás, eu mesmo gostaria de me casar com um inglês.

O nonsense acabou se espalhando então pelo mundo, pegando caronas em navios exportadores de ervilhas enlatadas e pêssegos em calda, e foi muito importante em vários períodos históricos, como quando Osama Bin Laden conversava via webcam com George W. Bush numa sala de bate-papo do UOL-Jazira.

- entaum eu xeguei pro mohamed e flei "BOMBA?? ONDE??" rsrsrs
- Eu consigo lamber meus cotovelos.

Por uma ironia da lingüística, "eu consigo lamber meus cotovelos" significa "sua mãe é uma porca gorda herege que fede a peixe. E eu tenho mais tazos dos Animaniacs que você" em afegão, o que acabou causando o atentado às Torres Gêmeas, que na verdade são de Libra de ascendente Escorpião.

Hoje em dia, o nonsense passou a ser comumente usado por humoristas, escritores, blogueiros, porteiros de prédios, atores da Globo e viciados em drogas. Ele vive muito bem com sua esposa ordenhando lhamas no Peru e planeja criar junto com outros amiguinhos um programa infantil para ir ao ar às manhãs de sábado.

Quarta-feira, Janeiro 03, 2007

Superman Returns - The Videogame

Retirar 15 reais da minha carteira, rasgar, jogar no chão, cuspir, pisar em cima, colocar delicadamente em cima de um montinho de lenha e em seguida dar uns tiros com um lança-chamas para depois atirar as cinzas aos peixes. Foi exatamente essa a sensação que eu tive após algumas horas jogando Superman Returns - The Videogame (2006).

O jogo é relativamente simples e se resume em voar por toda Metrópolis e bater no primeiro bonequinho feio que aparecer em sua frente, que podem ser desde Transformers a dragões. Gostaria de saber que tipo de erva os desenvolvedores do jogo andaram fumando pra ver robôs incendiários e dragões no filme Superman Returns pra colocá-los no jogo. Enfim. Você também tem que apagar incêncios. Aliás, muitos incêndios. Incêndios demais. É incrível ver como os cidadãos de Metropolis parecem ainda não ter aprendido a manusear uma tecnologia tão avançada quanto uma caixa de fósforos corretamente.

Um dos pontos fortes do jogo (que são tão poucos que caberiam em menos de um parágrafo) é que você pode voar por toda Metropolis, assim como em GTA. Voar, também, é uma parada ducacete, porque você vai pegando velocidade até quebrar a barreira do som. Você também tem à sua disposição quase todos os poderes do Superman, como visão de calor, super-sopro e hálito refrescante. Infelizmente, nada de visão raio-x, o que é uma pena, porque tem umas pedestres que são um filé.

E aqui acabam os pontos positivos do jogo.


- LOL FUDEU

Agora, vamos a minha parte preferida: os pontos negativos.

Pra começar, SR é uma cópia fodida de Spider-Man 2, mesmo que não chegue nem aos pés deste. As duas primeiras fases são bem legalzinhas e pãnz, mas são as únicas legais em todo o jogo. Depois você passa o resto do jogo inteirinho tendo que matar mais de 3 mil vezes os mesmo carinhas. Além disso, não tem nenhuma missão onde você tem que salvar a Lois, dar uns sopapos no Lex ou qualquer outra coisa que faça você lembrar que está jogando um game baseado no filme Superman Returns. E adivinha qual é o último chefão do jogo. Não, não é o Apocalypse ou o Duende Verde. Bem, na verdade é um... é um... é um TORNADO. UM TORNADO, MERMÃO!

Só de jogar SR, você já consegue ter uma idéia de como foi a reunião dos desenvolvedores de jogos da EA Games. Basta imaginar todo mundo de paletó e gravata, sentados em volta de uma mesa e conversando sobre o jogo.

- Então, como serão os vilões?
- Ah, eu tinha um gibi dele quando eu era pequeno, e tinha um robô chamado Metallo, Metallico... alguma coisa assim.
- Perfeito! A gente pode fazer ele ficar gigante também, que nem naquele programa dos Pauér Renjer e tal.
- Ótimo. Mas vamos colocar mais alguns vilão pra dificultar.
- Ontem eu vi o desenho da Liga da Justiça e tinha um tal de Bizarro e um Mongul...
- Sim, vão ser esses mesmo. E a gente também podia colocar alguns mini-games como procurar... gatinhos! Isso! Procurar gatinhos pela cidade! Afinal, todo mundo sabe que as crianças gostam mais de gatinhos do que de cachorrinhos.
- Certo, mas o que tudo isso tem a ver com o filme?
- Filme?

Superman Returns - The Videogame foi o pior jogo que já tive a infeliz oportunidade de jogar na vida. Me sinto enganado. Me sindo usado. Me sinto estuprado por um caminhoneiro em um posto de beira de estrada, que depois foi embora e nunca mais me deu nem um telefonema. Se você estiver considerando a menor hipótese de comprá-lo com o dinheiro do seu décimo terceiro, coloque sua cabeça entre a porta e o batente e bata nela o mais forte que puder até você desmaiar e a idéia deixar sua cabeça.

Nota: 2! E some daqui, some daqui que agora eu tô boladão!

Terça-feira, Janeiro 02, 2007

Previsões para 2007

Mal 2006 saiu e 2007 já entrou de cabeça sem nem ao menos pagar um drinque. Definitivamente, acabou-se o romantismo. Em pensar que antigamente eles traziam floores, chocolaates, iaates... enfim (isso já virou cacoete!), na virada de '06 pra '07, lá estava eu, encerando meu capacete do Darth Vader e passando pomada nos meus joanetes, quando algo incrível aconteceu: meu Toddynho acabou!


O'MA'GAD

Bem, não era exatamente isso o interessante.

O interessante é que, num surto à la Walter Mercado, tive várias visões de como seria o ano de 2007. Sei que se vocês estão lendo este blog, é porque não tem nada mais pra fazer, e por isso estão louquinhos pra saber quais são minhas previsões. Então, bem, vamos à elas.

Pra começar, 2007 será um ano realmente diferente. Primeiro porque começa com 2, segundo que termina com 7, e terceiro que no meio tem 00. Percebam que 2 + 0 + 0 + 7 = 9, que é o oitavo dígito do número de telefone da minha casa e que não tem nada a ver com este post, só tô falando pra puxar conversa. Este será um ano cheio, pois terá ao todo 365 dias, 52 semanas e 12 meses.

Quanto à astrologia, se você consultar os astros e as estrelas, elas dirão que 2007 será muito próspero. Menos o Cauby Peixoto, que aparentemente ainda não saiu dos anos 60. Já as cartas apontam 2007 como um ano muito violento. O Rei de Copas significa um homem com uma coroa e um coração vermelho, já o Dragão Branco de Olhos Azuis significa menos 3000 nos seus Pontos de Vida! PERDEU, MANÉ!

Búzios eu não sei jogar, porque é coisa do capeta e eu não acho que o inferno seja um lugar muito desagradável.

Em 2007 muitas pessoas vão fazer aniversário. Muitas mesmo. Também vai ser o ano em que vai acontecer uma coisa muito triste pra uma pessoa da TV, cujo nome os Orixás e os Maias antigos não me permitem revelar, mas posso dizer que é muito querida. Muito mesmo.

Dica para 2007: beba bastante líquidos, pratique esportes e olhe para os dois lados antes de atravessar a rua.
Escrever é fácil. Tudo o que você tem a fazer é ficar olhando fixamente para uma folha em branco até a sua testa começar a sangrar.
- Douglas Adams